Servidores em um data center
Foto: NOIRLab/NSF/AURA/T. Slovinský / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A pergunta “backup local ou em nuvem” parte de uma premissa equivocada: a de que é preciso escolher uma. Na prática, as duas cumprem papéis diferentes, e o problema real é quando a empresa tem só uma — e ela falha exatamente quando mais precisa funcionar.

O que o backup local resolve

Cópia num HD externo ou servidor local é rápida de restaurar e não depende de internet. Resolve bem cenários como exclusão acidental de um arquivo recente.

O que o backup local não resolve

Se o problema é físico — incêndio, roubo, enchente, ou um ransomware que criptografa tudo o que está acessível na rede, incluindo o HD de backup conectado — a cópia local vai junto com o problema. Backup que fica no mesmo endereço físico dos dados originais não é uma proteção completa, é uma cópia a mais no mesmo risco.

O que o backup em nuvem resolve

Por estar fisicamente fora da empresa, o backup em nuvem sobrevive a cenários que destroem o local inteiro. E, sendo enviado automaticamente, não depende de alguém lembrar de trocar o HD externo todo dia.

O detalhe que quase ninguém verifica

Ter backup não é o mesmo que ter backup que funciona. A única forma de saber se uma cópia realmente restaura é testando a restauração — não assumindo que, por estar lá, está tudo certo. É esse ponto que costuma faltar tanto em soluções locais quanto em muitos serviços de nuvem genéricos.

Na prática, o ideal é ter as duas camadas

Backup local para restauração rápida do dia a dia, backup em nuvem criptografado para os cenários que destroem tudo que está no mesmo endereço. A DI trabalha com backup em nuvem com restauração testada — não é só “enviar e esquecer”.